amores expresos, blog do ANTÔNIO

Thursday, March 13, 2008

Bazar & casar: pegar ou largar

(publicado na Vogue)

“Olha o vestidinho wrap dress de jersey, galera! O vestidinho caiu de cem para oitenta e quatro e noventa!” – anunciava o locutor, com aquela animação de FM, no bazar de uma grife famosa. “Oitenta e quatro e noventa! Não dá pra perder, é pegar ou largar!”, ele insistia, e eu, que estava ali só para comprar uma calça jeans, que nem sabia que bazar tinha locutor ou o que diabos seria o tal wrap dress de jersey, me peguei andando, aflito, em direção à arara no fundo do galpão, com medo de estar perdendo aquela incrível oportunidade de compra.
Parei a uns dois metros da balbúrdia, assustado: uma dúzia de mulheres ofegantes arrancava os vestidos das araras e os viravam do avesso, atrás das etiquetas, como se encontrar a letra certa -- P, M ou G – lhes fosse abrir as portas do paraíso. Eu não sabia que esse negócio de bazar era tão sério.
Enquanto esperava na fila do caixa -- minha calça jeans pendurada no braço direito, como o pano de prato de um garçom -- me dei conta de que a cena dos vestidos não existia isolada, era uma dessas metonímias que a vida nos apresenta, pequenas amostras com as quais, fazendo uma simples regra de três, conseguimos vislumbrar o X de alguma questão superior. Pois se a balbúrdia dos vestidinhos – “caiu pra R$ 59,90! Loucuuura!” -- pouco me iluminou sobre os mistérios do wrap dress de jersey, acabou sendo muito elucidativa sobre o comportamento de uma parcela das mulheres da minha geração: as moças estão em busca de maridos com a ansiedade furiosa das compradoras do bazar. Mal encontram um homem solteiro, mais ou menos do tamanho e modelo que procuravam, já vão logo olhando a etiqueta, querendo saber se o tecido é de qualidade, se não vai desbotar assim que lavar ou soltar a costura no primeiro aperto.
O que faz com que, dos vinte e cinco para cima, as mulheres olhem os homens encostados no balcão do bar (ou da ponte-aérea, ou da Casa do Pão de Queijo, ou da, ou da, ou da...) como se fossem as últimas peças disponíveis na arara? E por que, mal disseram olá, elas já pensam se ele preferiria um labrador ou um border collie na casa que construirão juntos, depois do nascimento do segundo filho (uma menina)?
Em minhas imprecisas pesquisas, os hormônios aparecem como os maiores vilões, acusados de ser tão impertinentes quanto o cara do microfone, a gritar “os óvulos estão acabando! Os óvulos estão acabando!” nos ouvidos das pobres moças em flor. Minhas caras, culpem o tempo em seu devido tempo. Quem tem trinta anos hoje ainda tem óvulo pra dedéu. Não é preciso correr entre uma arara e outra, nem sofrer quando souber que uma boa peça, que estava dando sopa por aí, caiu nas mãos da concorrência. Mesmo porque, com os avanços da medicina, tem muita mulher com idade para ser avó dando entrada na maternidade.
Se a necessidade biológica não é a força motriz da ansiedade casadoira, o que seria? Carência, pura e simples, aparece em segundo lugar em minhas enquetes. As mulheres consultadas dizem ter síndrome de abstinência, às vezes com delirium tremens se, na tríade dominical DVD-Pipoca-Namorado, o terceiro elemento falta por mais de quatro semanas. Será que é isso? O medo de ficarem sozinhas as lança atrás de um projeto de longo prazo, envolvendo damas de honra, FGTS, babás no fim de semana, contrato judicial e idas freqüentes à Alô bebê?
Curioso é que essas mulheres são as filhas de 68, das mães que queimaram soutiens e de peito aberto, literalmente, foram atrás de suas independências. Então as meninas que nasceram supostamente libertas dos grilhões da falocracia chegam à maioridade e, em vez de se ajoelharem diante de uma foto de Simone de Beauvoir, acendem velas para Branca de Neve?
Não estou falando do desejo de se apaixonar, de viver uma história arrebatadora, de ter as pernas trêmulas e a voz gaga quando o cara surge. O que vejo, no fundo dos olhos de algumas mulheres, é muito mais o desejo de encontrar alguém para dividir um título familiar do Clube Pinheiros do que para tomar champanhe em Paris, e acho isso triste. Porque o título familiar, as idas à Alô bebê e a união dos FGTSs para comprarem uma casa juntos, onde crianças aprenderão a andar embaixo de uma jabuticabeira e ganharão um cachorrinho (labrador ou border collie?) só pode dar certo – na visão desse ignorante, que nem sabe o que é um vestidinho wrap dress de jersei, que também quer ser feliz com uma mulher e sofre quando está sozinho, não só aos domingos – se for a conseqüência inevitável do amor arrebatador, das pernas trêmulas, do desejo incontrolável e recorrente de tomar champanhe em Paris. (Ou Kaiser quente em Jundiaí, que seja, desde que com ele, desde que com ela).
O amor e o tesão são forças por demais poderosas – e, no entanto, delicadas – para serem trocadas pela serenidade de uma jabuticabeira. Viva Dionísio! Abaixo a planilha Excel! Eu vejo por aí os casais precocemente infelizes, que nasceram da fuga da solidão, e quase não acredito. Quando tivermos netos poderemos aceitar que o companheirismo tenha brotado ali onde antes crescia o desejo. Não agora. Esqueçam o locutor. Não comprem na promoção.

64 Comments:

Blogger Bic said...

Nossa, muito interessante essa crônica. Eu ainda não cheguei a essa idade do desespero, mas as piadas sobre essa época da mulher no mundo cinematográfico e literário são muitas, então todo mundo deve ter uma idéia.
Essas pessoas me parecem ser solitárias demais, enquanto não aprenderam a ficar consigo mesmo o "vestido certo" não vem.

March 14, 2008 at 4:14 AM  
Blogger Priscila said...

difícil resistir às compras...

whatever... por essas e outras saio sempre sem cartão...

já o casório? bem, melhor deixar a vida se encarregar em fazer o meu caminho cruzar com o de algum sapo encantado, posso me dar ao luxo de esperar mais um pouco...

P.S. Libere os comentários para quem não tem conta no Blogger.


Meu Blog

March 14, 2008 at 4:21 AM  
Blogger Marina Melz said...

muito mais insuportável que uma exaustiva e inconveniente promoção, é o domingo pela manhã. de qualquer forma, eu acredito que quem apende a ser sozinho, aprende a ser com os outros.

March 14, 2008 at 9:12 AM  
Blogger Unknown said...

Fantastico!

é simplismente fantastico o modo como você consegue fazer coisas que aparentemente não têm relação serem totalmente conectivas!

e bom.. ainda tenho 18 e ando calmamente entre as araras e não pego nem pra experimentar se acho q não vai servir, espero q continue assim!
=]

PS: sua saída da CAPRICHO vai deixar um buraco enorme!

March 14, 2008 at 10:05 AM  
Anonymous Anonymous said...

Antonio, adorei a crônica... especialmente pq vc deu a cara a bater justamente na Vogue! Muito boa a crônica, é áspera e não ofende ninguém. Vc é muito fofo.

March 14, 2008 at 10:11 AM  
Anonymous Anonymous said...

Hahaha, é por isso que eu mesma estou, apesar dos meus trintinha, achando o máximo meu caso tórrido e taquicárdico com um baby de 23 anos. Rs. Mas só cerveja quente mesmo. Champanhe em Paris não rola... rsrsrs.

Bezzos, querido!

March 14, 2008 at 11:19 AM  
Anonymous Anonymous said...

Opa, pelo visto você já achou...
Saída da Capricho? Mas quem escreve lá não é o Mário?

March 14, 2008 at 1:46 PM  
Anonymous Anonymous said...

Aposto que todas as leitoras da capricho sonham em um cara como você!

enfim, acho muito interessante esses pontos de vista profundos...

com que idade você começou escrever?

March 14, 2008 at 3:42 PM  
Blogger Mali said...

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March 14, 2008 at 5:34 PM  
Blogger Mali said...

Ainda não cheguei a idade do desespero, de procurar ansiosamente um homem simplesmente para não ficar só, mas msm assim, no auge dos meus 16 anos ;p, espero encontrar alguem que esperte em mim o mais encantador dos sentimentos.

March 14, 2008 at 5:35 PM  
Blogger Luciana said...

Querido Antonio,
A questão é que sentimentos fortes significam relacionamentos intensos. E relacionamentos intensos significam ciúmes, brigas, tapas na cara, histeria, ameaça de morte, etc. E pra casar não dá pra ter uma rotina diária dessas. Seria como viver num inferno.
Eu, intensa que sou, um dia me peguei entendendo que pra casar, o nosso número é outro. Não alguém pra tomar champanhe em Paris, porque isso é fácil, mas alguém pra saber conversar com você quando a grana estiver curta e algo tiver que ser deixado de lado. Alguém que respeite o suficiente e ame de forma serena pra não ser egoísta a ponto de concorrer ao invés de partilhar. Alguém que esteja do ao seu lado quando você estiver pra baixo ao invés de ter uma crise e sair pra dar uma volta no quarteirão, te deixando sozinho.
Casamento é pacífico, é equilíbrio. As paixões devem ser vividas, o ideal é que com nossos próprios pares, mas elas virão esporadicamente, e não em Paris, mas naquele beco onde o carro quebrou. Assim é a vida. Não nos deixemos ser infelizes graças aos filmes e novelas, que nos mostram uma vida que não existe do lado de cá da telinha...

March 15, 2008 at 6:31 AM  
Blogger Ana Maria said...

Eu também não sei o que é wrap dress de jersei. Mas sofro ao ver as exigências absurdas que alguns homens têm feito. Temos de ser magras, mas continuar gostosas, temos de ser arrumadas, mas parecer o mais naturais possível, não podemos tomar a iniciativa na conquista(!)porque eles gostam de ir à caça. E quando chegamos nesse patamar, eles dão a desculpa de estarem assustados com tanto poder- o que é apenas um subterfúgio para continuarem na poligamia eterna, tentando provar não sei o quê para não sei quem. Me recuso a entrar nesse jogo para conseguir alguém que valha bons momentos. Mas confesso, é bem difícil encontrar.

March 16, 2008 at 3:39 PM  
Anonymous Anonymous said...

vc me lembra um amigo meu :~
enfim, eu aaamo suas crônicas. Conheçi pela capricho... Até agora penso em mostrar a cronica sobre os professores -sadicos- de educação fisica para a minha professora. Mas. Acho que eu iria levar uma advertência. x_x'

March 16, 2008 at 4:14 PM  
Blogger Vivien Morgato : said...

Antonio,se eu não tivesse filho,estaria com um fuzil no ombro ,caçando um pai.Entendo o desespero de algumas mulheres.Principalmente porque os homens andam muito bundões,certo?"não sei se quero,se não quero,não sei se trepo ou compro uma escada..".Um tédio.;0)

*****

Ana Marocas:gol de placa.Adorei.;0)

March 17, 2008 at 6:51 AM  
Blogger Camis said...

Que pena que você vai sair da Capricho Antonio, que pena mesmo, eu sou uma leitora assídua das suas colunas desde 2004 :/ Mas muito sucesso pra você, tomara que novas portas se abram, e você consiga fascinar novos leitores com os seus textos.

Muito obrigada por essa parceria de 4 anos, nos quais você fez muita diferença pra mim (:

beijos :*

March 17, 2008 at 12:10 PM  
Blogger Ricardo Lombardi said...

porra, cara, isso que eu chamo de "captar o espírito do tempo".
sensacional.

abração

Ricardo

March 17, 2008 at 1:23 PM  
Anonymous Anonymous said...

EU QUERO CHAMPANHE EM PARIS!!

March 17, 2008 at 1:27 PM  
Anonymous Anonymous said...

Nossa eu amo os seus textos, diz que é mentira que você vai abandonar a caprichoo???

Pode acreditar, vai fazer muita falta!

bjO

March 17, 2008 at 2:06 PM  
Anonymous Anonymous said...

eu amo suas crônicas, concerteza as melhores ♥

March 17, 2008 at 2:07 PM  
Anonymous Anonymous said...

Imagino que você não vá fazer isso, mas não custa pedir, será que não poderia postar a sua última crônica na Capricho? Eu e um monte de gente ainda não está com a revista e ficou sem entender nada.

March 18, 2008 at 4:34 AM  
Blogger Cris Andrade said...

analisando o título, scanneando a mensagem, ok, processo finalizado: largar tudo!

ver mulheres como cabides ambulantes, é frustrante!
ver mulheres como futura mãe dos seus fihos, requer anos de namoro (só p ter certeza!)
ver mulheres como loucas pelo que quer que seja, requer no mínimo alguma especialização em psiquiatria, psicologia... (só pra suportar a falta de entendimento de algumas atitudes puramente feministas e femininas!)

eu saio com uma calça na mão, como um garçom e ouço um tal de locutor, e mulheres cabideiras, desenfreadas...

ai, não dá vontade de passar o fim de semana em Marte, não?

e olha, que eu sou mulher... mas conheço a classe! ;p

March 18, 2008 at 6:35 AM  
Anonymous Anonymous said...

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March 18, 2008 at 7:46 AM  
Anonymous Anonymous said...

Tomar champanhe em Paris , você não acha superficial não ? Tem prazeres na vida simples que significam muito mais do que isso...

March 18, 2008 at 7:50 AM  
Anonymous Anonymous said...

UAU...adorei, tbém não sei o q é um vestido wrap de jersey e quero apenas me apaixonar , já passei dos 30.

March 18, 2008 at 8:38 AM  
Anonymous Anonymous said...

um minuto de silencio...


o que vou falar nao tem nada a ver com o seu post, mas tem a ver com voce, e muito mais, comigo.
como vc faz isso com a gente?
tudo bem, as pessoas amadurecem, elas precisam de desafios e, se acham que aquilo que fazem todo dia nao mais dá arrepios, nao mais dá medo, nao mais dá o que pensar antes de dormir, nao mais dá o xixi na cama cada dia, é melhor procurar outra coisa.
eu nunca falei contigo, nunca vim aqui antes, só queria seu email pra falar as mesmas coisas que estou falando agora; por isso fui na sua comunidade do orkut, e lá, surpresaaa!, descobri que vc tinha um blog, e as lágrimas que derramei quando li seu ultimo texto na capricho fugiram ao ver o sorriso estampado em meu rosto(haha, nossa, que profundo).

vc quer saber o que fazia quando olhava as caprichos antigas? olhava aquelas páginas e aquelas matérias, olhava e me surpreendia, com tudo o que havia mudado desde então. e parava na ultima página, e em cada uma das revistas lidas, em cada coluna com o titulo "estive pensando" reforçava a certeza de que, antonio, se eu soubesse escrever como voce... se eu soubesse escolher as palavras como voce, ser sensivel o bastante para saber o que pensariamos ao ler a frase recém-escrita, dar-nos o que pensar no dia inteiro, eu, no auge dos meus 13 anos, estaria feita pro resto da vida.

quem, diabos, pensaria em escrever uma coluna sobre formigas dominando o mundo? antonio prata.
sobre campeonatinhos (amo todas as suas colunas, mas especialmente essa)? antonio prata!

ahh... antonio.
capricho nao será a mesma.
sério mesmo.

(se eu te dizer que AMO escrever pq eu lia suas colunas e que to pensando em fazer isso a vida inteira, nao somente, mas pelo menos uma boa parte, pelos seus textos, voce acreditaria?)

(eu sei que atualmente nao sou muito boa com as palavras, mas vai melhorando :D)

pode anotar, vc vai me ver muito aqui a partir de hoje :)

beijo!
(tmb nao sei o que é um vestidinho wrap dress de jersey, e olha que eu sou menina
hihi :D)

March 18, 2008 at 10:39 AM  
Anonymous Anonymous said...

Uma cusparada na cara das leitoras da Vogue... e elas te amam ainda mais por isso, hahahaha.

March 18, 2008 at 12:55 PM  
Blogger Jordan Duailibe said...

A verdade é que tudo tem o seu tempo,como diria melhor o sábio Salomão.Tomar partido às pressas,sem dimensões,tentando laçar o primeiro homem que aparece...Sem saber se este cara, para tanto,preenche os requisitos de seus ensaios femininos totais,é tortura futura;com certeza.Como a briga indiscutível de mulheres no bazar, pra ver quem leva a melhor roupa,sempre alguma sai de olho roxo...

March 18, 2008 at 5:06 PM  
Blogger Rachel Souza said...

é verdade...

March 18, 2008 at 5:18 PM  
Blogger Unknown said...

Nossa, muito boa a crônica. Adorei!! Aproveitei para indicar a vários amigos essa leitura!

March 19, 2008 at 11:46 AM  
Blogger Erika Rodriguez said...

Oi Antonio!

Fiquei muito feliz por encontrar o seu blog e embora seja mulher, tenho de concordar com seu texto, porque é bem por aí, há uma parcela da mulherada que está mesmo desesperada e aceitando até marido de baciada! Mesmo que ele não seja um vestido wrap dress de jersey (que eu também não tenho a mínima idéia do que seja), elas estão aceitando até camisolinha da Marisa, meu amigo!!
Eu, que sou casada há 10 anos, nunca fui a um bazar e não faço parte dessa massa feminina enloquecida também fico assistindo admirada ao que você chamou de "ansiedade furiosa das compradoras do bazar"...

Bem, eu acompanho seus textos por aí há anos e fiquei feliz em encontrá-los aqui, juntinhos.
Adorei em especial "O amor que choveu", as pegadas de Star Fix me levaram direto ao meu quarto de menina, que sim, era todo estrelado.
beijos
Erika, de Santos

March 20, 2008 at 5:17 AM  
Blogger  said...

Eu gosto do que você escreveu. Ao meu ver, acho que é medo de ficar sozinho (a) nesse mundo em que todo mundo é carente. Eu sou adéptas das paixões avassaladoras...

March 20, 2008 at 2:02 PM  
Blogger Juliana Campos said...

Carência não é desculpa e cada coisa tem sua hora, nada de sair agarrando o primeiro que aparecer.
Relações superficiais hoje 'estão na moda' e isso não é nada legal, onde nós evoluimos nesse aspecto?!
Acabamos regredindo, perdendo o direito que lutamos por tanto tempo, o de escolher livremente a quem amar e viver o resto da vida...

Sempre as melhores crônicas =)

March 21, 2008 at 12:53 PM  
Blogger Fernanda said...

Quanto a sua saída da Capricho:

Por quê um tchau, assim de vez? Dois ainda por cima... Tudo bem que eu não era tão íntima da Bárbara, mas continua sendo dois.
Desde que conheço a revista, tinha uma coluna com um cara que escrevia, como se estivesse falando comigo mesma. E eu gostava.
Folheava rápido as folhas, para chegar logo na última página.
Em uma única folha, com desenhos bonitos e diferentes, alguém me fazia estar pensando. Cada quinzena sobre um assunto diferente.
Ninguém mais "conhecidinho e queridinho" p'ra concordar comigo (ou eu concordar com você?) sobre adolência, amor e vida. Quero mais textos curtos&rápidos, emocionantes&dramáticos.
Eu juro que me sentia premiada quando acertava a próxima palavra que estava escrita. Chegava a rir, chorar...
E agora chegou a hora. A hora triste do adeus. Mas "tudo tem seu lado bom", e nessa história, foi o seu texto de despedida, claro.
Você disse: Nós crescemos juntos, aprendemos juntos. É verdade. Obrigada por cada palavra, conselho ou até mesmo concordância. Nos encontramos por aí... em outras páginas, últimas talvez, pensando...

-Você é o cara mais legal do mundo e vai deixar muita saudade.



Abraços.

March 23, 2008 at 7:29 AM  
Anonymous Anonymous said...

Ah,meu Deus !
deve ser muito esquisito isso das pessoas te pedindo pra parar a sua vida, para não prosseguir, para de alguma maneira bem indireta mas que faz muita difenreça, não nos abandonar. mas não tem jeito, eu estou no time delas. vai ser só por aqui agora? quer dizer, nao conhecia até hoje mas as cronicas do blog também são ótimas,mas não é a mesma coisa que ler um espacinho que parece ser feito pra 'mim',na capricho. na verdade eu acho que nao só pra mim,o seu estive pensando sempre foi o maior incentivo pra esperar as 2 semanas,e a quantidade de vezes em que eu usei frases suas pra resolver ou tentar amenizar meus problemas, nem eu mesma sei. mas mesmo que voce nao volte,que por mais que seja o que eu desejo não é o quje eu espero, boa sorte para tudo o que voce fizer e saiba que eu vou ser uma das muitas garotas para quem suas cronicas se transformaram uma parte da propria vida,sem exageros, obrigada Antonio prata (:

e quanto ao wrap dress de jersey.. é complicado decidir qual vestido tirar do cabide,ainda que para o champagne em Paris.os momentos são feitos pela companhia que temos e mesmo o vestido,não compõe o total do look.é preciso vermos além das texturas,estampas e modelos dos vestidos e ainda mais em liquidações..nunca sabemos quando Jundiaí vai superar Paris.. ou pelo menos os momentos que passamos em cada lugar,com cada pessoa,com cada vestido..

March 23, 2008 at 12:42 PM  
Blogger O Pequeno Diabo said...

soh o q eu tento eh esquecer as promoções

dexar elas passarem ou naum dar atenção
queria q o vendedor viesse ateh mim cm uma peça q eh a minha cara, meu tamanho e tah dentro dos meus gastos

talvez seja querer demais

enfim... nunk dah p saber

enquanto o vendedor naum chega vou tentando parar d correr atras d promoção
afinal promoção na maioria das vezes soh tem coisa velha

xx

March 23, 2008 at 8:57 PM  
Blogger minutoyoga said...

Que texto lindo e lúcido!

March 24, 2008 at 10:33 AM  
Blogger Esther said...

Ainda bem que eu não gosto de tumulto , muito menos em lojas(final de ano evito por os pés num shopping...)
Mas é sempre bom achar algo que lhe caia bem, que esteja dentro dos seus custos, e principalmente, que você goste(essa é a parte mais díficil!). Bom, sou obrigada a reconhecer que ultimamente ando sonhando muito com paixões avassaladoras, coração disparado, pôr-do-sol, andar de mãos dadas e coisa e tal. Mas daí a sair caçando um resto de liquidação, é demais. Hoje as pessoas(não só as mulheres) estão numa situação de desespero, acho que é medo de ficar só nesse mundo em que não se pode confiar em ninguém e como não é tão fácil "aparecer" uma história de amor direto dos contos de fada, e não dá pra ficar sonhando, esperando, (porque vc pode morrer a qualquer minuto!), pegam o que vier, o primeiro "vestidinho wrap dress de jersey"(vc sabe me explicar o que é isso!?). O engraçado é que na maioria das vezes as pessoas se contentam com qualquer vestidinho, nem precisa ser esse do nome díficil, simplesmente o mais fácil. É o que eu digo, ninguém quer saber do que é certo ou errado, bom ou ruim, o que importa é o FÁCIL E O DIFÍCIL. Mas é a vida...
Ah, fiquei sabendo que vc saiu da Capricho, td bem que eu não compro essa revista e nem outras(meu dinheiro é destruído na cantina e nas "xerox" do colegio...), na verdade, fiquei sabendo no blog de uma amiga minha que é super sua fã, ela tá até triste...
Eu não entendo muito dessas coisas, mas, parece que você vai fazer falta pra essas meninas. Posso te pedir um favor?!Comenta lá no blog dela, acho que ela vai gostar muito disso.
http://www.sobrefatalismos.blogspot.com/
Bj**

March 24, 2008 at 11:54 AM  
Blogger Simone said...

Acabei de completar 25 e só notei uma ligeira diminuição na gordura facial. Antonio, vc tá andando com as mulheres erradas. Também conheço o tipo, e como essas não servem nem pra serem amigas (pois sempre te tratarão como concorrência e são em geral chatas), passo longe.

March 25, 2008 at 7:29 AM  
Blogger Li Mendi said...

se vc fosse uma só palavra certamente seria um adjetivo. incrível!

March 25, 2008 at 4:26 PM  
Anonymous Anonymous said...

Li uma indicação para o teu blog após ler uma crônica tua publicada no blogue do Juarez Becoza, do O Globo. Fiquei, estou, completamente de cara. Putz, a crônica está viva!!! E como está viva, a safada. Nas tuas mãos, nos teus olhos, nas tuas referências, viva, mais viva que nunca. E ligeira, esperta, sacana. Felicidade imensa ler um blog assim, ler crônicas assim. A "Crônica do Guia do Estadão - Firma Reconhecida" é um dos mais belos textos que li ultimamente. Se hoje não se acredita em mais nada, acredito em você, e acredito na crônica (apesar dela ser uma mentirosa...)
Abraços,
Ricardo.

March 25, 2008 at 5:46 PM  
Anonymous Anonymous said...

Oi Antonio,
Acho que posso chamá-lo assim, afinal mesmo que não saiba somos íntimos, ao menos pelo que mostra em suas crônicas. Bem, já que sei tanto de você (posso chamá-lo assim?) eu acho que você deve saber algumas coisas sobre mim.
“Prazer, Fillipa Pino, uma estranha para você ate este momento. Nasci e cresci em São Paulo. Quando criança era quase um menino (sou uma menina). Andava correndo o dia todo e quebrava bonecas, entrava em brigas, me jogava na lama e fazia xixi na calcinha quando minha mãe colocava vestidos diários em mim. Depois eu cresci. Já não fazia mais xixi em meus vestidos.
Passei a ler e escrever com consciência. Descobri que a coisa que mais no mundo é o amor. A segunda coisa o oceano. E a terceira, bem a terceira são meus ideais. Construi meus heróis. Duchamp, Ricardo Coração de Leão, Guy Fawkes, Queen, V, Ray Charles e um escritor novinho. Duchamp extrapolou a arte renascentista, fazendo de um nictorio um símbolo de amor e de sexo. Ricardo lutou ate a morte pelo seu país, pelo seu povo, morreu com ardor para salvar os seus, foi bravo guerreiro. Guy Fawkes era católico, numa Inglaterra que não tinha piedade com essa gente em 1605, queria explodir o parlamento inglês, infelizmente foi torturado e enforcado. Queen foi a maior banda de rock de todos os tempos e lhe digo que não sou fanática por rock, foram um tipo de manifestação histórica. V foi um personagem do filme V de Vendetta, explodiu ficticiamente o parlamento inglês, ressurgindo depois de 400 anos a tese de Fawkes. Ray foi hiper drogado e pra mim o maior nome do jazz. Esses são meus heróis. E por causa dele construí meus ideais. “Como alguém já disse por ai um homem pode falhar, mas idéias não.”
Tenho todas as revistas desde 2004. Nunca abri a revista do começo, o começo para mim era a ultima pagina. A página do Antonio. O meu ultimo e mais novo herói. Você mostrou-se no mundo escrito. Não por inteiro. Sei que já deu nome aos objetos, já entrevistou Branca de Neve, acha que ter nascido foi uma rouba, ama Nuttela e tem medo de uma sala na casa da sua avó, não esquecendo claro que gosta bastante de jabuticabas. Sei que é a favor de amar e tem esperanças de um mundo melhor.
Quando li que você estava deixando a revista pensei que não tinha mais sentido ler a revista já que você não faria mais parte daquilo tudo. Lembrei-me de meus heróis. Todos onipotentes, mas humanos. Então percebi o quão egoísta eu estava sendo, afinal novas propostas devem ter ocorrido para que você deixasse de escrever. Talvez algo pessoal. Não faço questão de saber o porquê partiu da CAPRICHO, apenas gostaria que você soubesse que é meu herói.
Eu sei que talvez não te conheça, não fique com você, não te abrace, não ria com você, não chore com você ou te beije mais eu te amo de todo meu coração. Sou apaixonada e amante de todos os
meus heróis, portanto sou apaixonada por você. Obrigada. EU TE AMO.
Fillipa Pino.
PS: ESTIVE PENSANDO ... não deixarei de pensar.

March 25, 2008 at 8:34 PM  
Blogger Alessandra Castro said...

Interessante tentar pensar da onde vem essa situação, quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha e coisas do tipo. O materialismo as vezes grita mais alto mesmo, deve estar nas veias. Gostei do seu blog, tipow q sempre lia sua coluna na Capricho, mas agora visitarei aki sempre q puder. ;)

March 26, 2008 at 8:54 AM  
Anonymous Anonymous said...

Antonio Prata! Seus textos são maravilhosos, amei esse seu ultimo post,concordo com vc,eu tenho 15 anos e as vezes fico mt a pensar sobre essa questão desse 'desespero' de algumas mulheres.Eu sou leitora da capricho e adoro seus textos,é uma pena que vc saiu.Quero te dizer que o texto que vc publicou na edição 1020 que tinha como título: Sempre que possível me fez entender o que a felicidade de fato.
Mt obrigada

March 26, 2008 at 5:43 PM  
Blogger Paty said...

Oi Antonio!
Concordo plenamente com vc! Sou quase balzaquiana e sei muito bem o que esse "vestido" representa...rs mas para aprender isso sofri muito... hj sei que é melhor estar só do que mal acompanhada... rs A felicidade é um estado de espírito, mora em nós, mesmo estando só!
Um beijo
Paty

March 27, 2008 at 4:10 PM  
Blogger maria lutterbach said...

divertido isso aqui, antônio.
sou a amiga da carol junqueira e passei pra dizer um: oi.

March 28, 2008 at 10:17 AM  
Anonymous Anonymous said...

ooooooooooooooooooooooooooooi *-*
hehehe :)

March 28, 2008 at 11:41 AM  
Anonymous Anonymous said...

As colunas da capricho acabaram, e isso pra mim, foi terrivel,
ate que achei o seu blog! Enlouqueci!
Sei que as possibilidades de voce reponder, ou ao menos ler, o meu comentario é minima, mas sempre virei aqui e me conformarei em ficar sem sua cronicas na capricho!
Beijo.

March 28, 2008 at 2:59 PM  
Anonymous Anonymous said...

Eu só comprava a Capricho pela última página =)
Enfim, ótimo texto... me lembrou uma personagem da Ingrid Guimaraes, a pitty... "ai meu deus, como vou fazer? tô com 30, até casa 33, ter filho 35..." - ou algo assim. Ainda bem que tenho 18, não tô na idade do desespero!
beijo!

chutandoobalde.wordpress.com

March 28, 2008 at 4:56 PM  
Anonymous Anonymous said...

Oi Antônio.Confesso que quase morri com sua saída da Capricho.Você era o motivo major pelo qual eu comprava a revista =P Fiquei super feliz quando achei seu blog afinal você sempre me inspirou a escrever^^

Vou passar aqui sempre que puder..e depois leio sua crônica com calma^^

bjuuu

March 28, 2008 at 8:12 PM  
Blogger Gabi said...

Simplesmente ótima! Adorava seus textos na ultima folha da capricho, só comprava a revista para poder ler!...

March 29, 2008 at 3:17 PM  
Anonymous Anonymous said...

Minha primeira visita aqui. Fiquei contente com ela.
Mas daí, estou me sentindo completamente fora do circuito das mulheres existentes. Tenho 23 anos, ok, jovem. Mas não tenho desejo algum, nem em meu mais profundo, de casar e enfim, tudo o que você disse, na verdade, nem a parte de viver um amor arrebatador toma meus sonhos. E também não sei o que é wrap dress jersey, e olha que adoro ter meu jeito de vestir.
Acho que se for pra ter alguém do seu lado, o que vai gerar o amor, muito mais que o tesão (sim, eu tenho tesão), vai ser a cumplicidade, a amizade, enfim...pra depois eu acreditar que de fato pode existir o sentimento de querer dividir tanto o dvd e a pipoca quanto as idéias e o sexo. Sei lá, tô me sentindo uma mulher não-mulher agora...hahahaha. Mas champagne em Paris, certamente não recusaria. Ai, que alívio! Tenho salvação.

beijos

March 30, 2008 at 2:28 PM  
Anonymous Anonymous said...

Dá raiva de não escrever assim como você, sinceramente.
Beijocas!

March 31, 2008 at 12:52 PM  
Anonymous Anonymous said...

hehehehehe
Se fosse aqui em Salvador, ainda dava pra ouvir um "aceito vale, aceito passe" , kkkk

Realmente não tem preço estar com alguém pela irresistível vontade de estar.(para as outras coisas, existe mastercard)

(xi, rimou, rsrsrsrs)

April 23, 2008 at 10:34 AM  
Blogger Flor de Bela Alma said...

Vc é muito espirituoso e delicado...ui!!!

April 24, 2008 at 7:14 PM  
Blogger Ana Paula Mussel said...

Li sábado na revista, que é de março, no salão e quase saio do salão levando a revista porque queria que algumas pessoas também pudessem ler. Mas, resolvi procurar na internet e encontrei o seu blog. Não podia deixar de comentar. Adorei o que você escreveu. Conheço bastante gente que pegou peça na promoção e hoje finge que é feliz ou vive na superficialidade. Os homens também estão em um cenário parecido. Homens e mulheres com dificuldade de viver a vida sem ter alguém e, por desespero acabam desperdiçando uma vida e perdendo a oportunidade de viver bem com a própria companhia, para aí sim, estar preparado para viver bem na companhia de um outro. Concordo com você: sem comprar na promoção!

May 4, 2008 at 8:35 PM  
Blogger Sisa said...

Eu costumo dizer que sou um ET. Na véspera de completar 29 anos, não estou à caça de um marido, ao contrário de grande parte das minhas conhecidas solteiras. Não quero ter filhos. Uma paixão (de preferência que vire amor), ahh isso sim eu quero. Como você disse, quero dividir um champanhe (ou uma cerveja) em Paris (ou no Mercado Central) com ele, e não um financiamento de apartamento e contas de escola. A única parte difícil foi ter vivido uma paixão arrebatadora, com grandes probabilidades de virar amor de verdade, e as circunstâncias tirarem isso das minhas mãos. Agora é torcer pras circunstâncias se tornarem favoráveis de novo ou surgir uma nova paixão, de preferência que também não pense em casamento logo e em filhos nunca. Beijos!

May 10, 2008 at 12:04 PM  
Blogger Flor de Bela Alma said...

Oi Antonio, que ótimo texto. Amei...mesmo! Bia

June 21, 2008 at 4:13 PM  
Blogger Potiguar said...

A planilha do Excel numa manhã com Kaiser quente faz algum sentido e traz alguma alegria, vá lá.

Sensacional, Antônio.

June 24, 2008 at 11:46 AM  
Anonymous Anonymous said...

Antonio, eu identifiquei um fenômeno muito similar (talvez até inverso) a esse que você descreveu, mas do ponto de vista feminino: para nós mulheres, os homens é que realmente acreditam ser a “última roupa da arara” (ou variações, tais como a “última coca-cola do deserto” ou o “último biscoito do pacote”)!!!!!! Quem será então o atribuidor da característica, as mulheres ou os próprios homens? Taí uma boa pergunta, que eu não sei responder, porque eu é que não fui... Mas, realmente, comprar na promoção, sem condição.
Em tempo, wrap dress é um modelito de vestido concebido (perto dos anos 70) pela socialite/designer de roupas americana Diane von Furstenberg. O nome vem da forma como se amarra: em volta do corpo, como se fosse um embrulho (wrapping). E jérsei é um tipo de tecido.

July 15, 2008 at 4:38 PM  
Blogger Maviane Motta said...

Caro Antônio,

...e o que falar desse desespero dos homens em “colecionar” mulheres como quem coleciona figurinhas? ... ou então da falta de competência em manter um bom papo sem a palavra sexo no primeiro encontro? O que me deixa mais chocada é que neste jogo de “verdades e mentiras” só a mulher é a desesperada, a carente, e o homem reina, senhor absoluto da situação, aquele que sai com o intuito de pegar uma diferente a cada noite ou quem sabe duas, mal sabendo fazer um sexo oral decente, tem fixação por seu “membro” e não percebe que na maioria das vezes fingimos um orgasmo que estamos longe de sentir... a quem estamos tentando enganar? Até concordo que há um certo “desespero” no ar, mas não no sentido colocado, e sim pela total falta de homens “decentes” no mercado, as mulheres, por mais defeitos que possam ter, sempre buscam qualidade em detrimento à quantidade. Está aí então, o nosso maior desespero.

August 30, 2008 at 8:00 PM  
Blogger Adriele Matos said...

A infelicidade consigo mesmo, ora leva a mulherada as compras, ora leva a caça...
Acredito que todas as duas formas seja um jeito de encobrir a sua própria crise interna! O problema é que, mais cedo ou mais tarde, a gente acaba enjoando do vestido...

October 20, 2008 at 4:43 PM  
Anonymous Anonymous said...

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February 27, 2013 at 9:01 AM  
Anonymous Anonymous said...

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June 15, 2013 at 11:25 PM  

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